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CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL EM DEFESA DO CEL NAIME

O fórum das associações representativas dos policiais militares e bombeiros militares publicou uma carta aberta à população do Distrito Federal em defesa do Cel Jorge Eduardo Naime.

A ASOF e as associações que compõem o Fórum pedem que o coronel seja considerado inocente e responda ao inquérito em liberdade. Confira a carta abaixo:

FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES REPRESENTATIVAS DOS POLICIAIS MILITARES E DOS BOMBEIROS MILITARES DO DISTRITO FEDERAL

ASOF/PMDF – ASSOF/CBMDF – ASSORPM/BM – CABE – CAP – CIFAIS – CLUBE DOS BOMBEIROS – COPM – COBM – CRESSPOM – OS/IDEMCI

O Fórum das Associações Representativas dos Policiais Militares e Bombeiros Militares do Distrito Federal vem a público, por meio desta carta aberta, em defesa do Coronel PM Jorge Eduardo Naime que, ao longo dos seus 30 anos de vida profissional, se dedicou deforma exemplar, com bravura e a integridade esperada de um policial militar, dando prioridade em sua a vida à defesa da sociedade do Distrito Federal e no serviço às pessoas.

É importante esclarecermos à população que o Coronel Naime interrompeu o período de dispensa a que tinha direito, concedida e registrada regularmente pelo subcomandante-geral, e que necessitava após 2 anos de missões complexas em seu departamento. Essa dispensa já havia sido autorizada anteriormente e só iniciou no dia 2de janeiro de 2023, após o êxito operacional da PMDF na posse do presidente Lula. Dispensa que também foi motivada pelo seu quadro de saúde e por situação familiar que exigia atenção.

No dia 08 de janeiro, durante um almoço com a família em seu período de dispensa, ao tomar conhecimento de relatos jornalísticos sobre a situação na esplanada e na área dos Três Poderes da República, o oficial decidiu retornar a Brasília para oferecer o apoio à tropa. No caminho de volta ele recebeu contato confirmando sua imediata convocação, o que o levou a se dirigir prontamente ao local de conflito, inclusive sem ter a possibilidade de se preparar com a proteção necessária ao que o cenário exigia.

O Coronel Naime tem uma reconhecida experiência no comando de tropas especializadas, com um histórico de sucessivos êxitos nas operações lideradas por ele. Sua visão cirúrgica, capacidade de comando e vasta prática sempre foram determinantes em seu trabalho, inclusive no momento em que chegou na esplanada por volta dás 18h e assumiu o batalhão especializado, liderando-o dentro dos padrões técnicos e operacionais exigidos pela situação. O que logo levou ao restabelecimento da ordem pública, sendo o Palácio do Planalto, o Prédio do STF e do Congresso Nacional desocupados pela tropa e mais a prisão dos vândalos.

É lamentável para nós, representantes dos policiais e bombeiros militares, ver que após décadas de lealdade ao Estado Democrático de Direito, conduta exemplar nos serviços prestados ao longo da carreira e verificar sua atuação técnica e correta na linha de frente daquele cenário conturbado em que encontrou ao chegar, o oficial ter sido preso preventivamente sob a fundamentação de omissão. Uma suspeita que não corresponde à personalidade, ao histórico e até mesmo aos graves ferimentos que o Coronel Naime sofreu naquele dia.

Um tipo de acusação que não se sustenta quando examinamos seu passado como corregedor, no comando de batalhões ou no comando do Departamento de Operações, pois o Naime é um daqueles profissionais que abdica dos momentos com a família por priorizar seu compromisso, respeito e amor para a sua Instituição, para a sociedade e por aqueles com quem trabalha, muitas vezes sem descanso na semana e sem horário para retornar ao seu lar.

Acontece que já fazem mais de 90 dias que ele está preso e sem condições de realizar sua defesa jurídica. Recebendo um tratamento cruel das nossas Instituições, as quais ele sempre defendeu e que não corresponde com o Estado Democrático de Direito e a atitude transparente esperada.

As associações que formam este Fórum convocam as autoridades a uma autorreflexão e a examinarem se esse é um caso que está sendo conduzido com a neutralidade, a garantia de defesa, a razoabilidade, proporção e motivação as quais o Coronel Naime, com um histórico que retira qualquer dúvida de omissão, e sua família têm direito. Também não podemos afirmar que os símbolos, conceitos e fundamentos da Justiça e garantias constitucionais, que sempre defendemos com nossas vidas, estejam em compatibilidade com o peso, a responsabilidade e os parâmetros utilizados na condução da investigação e prisão do Coronel Naime.

São mais de 3 meses sem direito a ver e receber seus filhos, um deles com hidrocefalia e Síndrome de Chiari em avanço, e visita restrita de sua esposa a uma hora semanal. Restrições que provocaram um quadro depressivo e de profunda tristeza sem saber em que momento foi omisso. Sem entender como procedimentos técnicos de operação foram distorcidos para determinar sua omissão e sem ter participado do planejamento, dos grupos de inteligência e dos preparativos da operação.

Como representantes dos PMs e CBMs é mais do que necessário manifestarmos nossa defesa pela inocência e o nosso grito de indignação por esse cidadão e profissional que, como qualquer outro brasileiro, merecia ser tratado com dignidade e razoabilidade. Mas que na prática se tornou alvo de ódios, de argumentações sem tecnicidade e da desconsideração de direitos.

Portanto, ao Sistema que sempre acreditamos e defendemos, conclamamos pela confirmação de que o Coronel Jorge Eduardo Naime cumpriu o seu dever e que é inocente. E, dessa forma, responda aos procedimentos de investigação em liberdade.

Brasília, DF, 10 de maio de 2023

Coordenação do Fórum das Associações Representativas dos Policiais Militares e Bombeiros Militares do Distrito Federal

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